Baseado em conto homônimo de Lima Barreto, escrito no início do século XX, esta inserção cênica na I Bienal do Livro conta a estória de Kambalu, um reino onde o povo morre pela fome ou pela peste. O sultão deste reino reúne as pessoas mais ilustres para aconselhá-lo e ajudá-lo a resolver a situação. Assim começa uma trágica comédia. Políticos, religiosos, intelectuais e militares tentam tirar vantagens por meio de devassa do reino. O espetáculo retrata, com humor e música, as mazelas de um reino imaginário. Uma metáfora direta e sem rodeios do Brasil em que vivemos.
Lima Barreto
A pobreza e a situação social suburbana de Lima Barreto aguçaram sua visão e senso crítico. Sua obra é uma crônica autêntica dos subúrbios cariocas e de sua população, retratando, de um lado, a população pobre e oprimida desse subúrbio, e de outro, o mundo vazio de uma burguesia medíocre, de políticos poderosos e incompetentes e de militares opressores. Parece refletir, muitas vezes, a própria experiência do autor. Deixou a marca de uma obra inovadora, que merece maior atenção por mostrar uma cara cruel do Brasil.
Cia Nu Escuro
A Companhia de Teatro Nu Escuro teve origem no grupo de Teatro da Escola Técnica Federal (hoje Cefet), em 1992. Consolidou-se como Núcleo de Teatro Castigando Falo, que apresentou espetáculos como: Passarinhar, Language e O Buzinador e participou de vários festivais. Em 1997, o grupo ganhou autonomia e se tornou Nu Escuro.
Entre os espetáculos da companhia estão ainda A Porca (1977), com direção de Sandro di Lima; Seu Palácio Conta Estórias (1999), Recital Chiquinha Gonzaga (1999); Carro Caído (2000) e Melodia Parati (2001), dirigidos por Reginaldo Saddi, entre outros. O grupo percorre o País com seus espetáculos e se apresenta em ruas, praças, ginásios e palácios, entre outros espaços.
Contato: Hélio Fróes – (62) 251-8329 / 249-5472 / 9235-8786