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Encontro formativo reúne profissionais que trabalham com educação inclusiva


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09/11/2012

ENSINO ESPECIAL

Encontro formativo reúne profissionais que trabalham com educação inclusiva

Programação vai até dia 12, com palestras, debates e oficinas

A Secretaria de Estado da Educação (Seduc) abriu na última segunda-feira (5/11), no Hotel Empresarial, em Goiânia, o curso “Educar na Diversidade: ampliando os olhares sobre as diferenças”, com a participação de 316 professores Mediadores da Inclusão, de Atendimento Educacional Especializado e de Apoio à Inclusão da rede pública estadual. A gerente de Ensino Especial da Seduc, Lorena Resende Carvalho, fez a palestra de abertura do evento, falando dos “Aspectos Legais e Filosóficos da Educação Inclusiva”. Ainda na abertura foi feito um breve histórico da educação na perspectiva de inclusão em Goiás.

Lorena Resende se valeu de várias definições do termo deficiência para destacar que a concepção que se tem de algo gera atitudes e práticas. Que por muito tempo, deficiência foi associada à ideia de que “o que foge à normalidade é imperfeito. E o que é maioria é que é perfeito”. Essa “verdade”, segundo a gerente de Ensino Especial, é que “imperou no nosso meio, inclusive nas nossas escolas”. Que o foco das políticas públicas sempre foi para a maioria que é a essência. De acordo com ela, no chão da escola, os respingos disso foi a “Política de 1994”, que dizia que só poderia ir para as classes regulares aqueles que pudessem acompanhar o ritmo dos alunos ditos normais. “Essa é uma cultura que precisa ser reconstruída”, disse ela.

Lorena Carvalho apresentou, em seguida, ideias e conceitos que fundamentam em parte o trabalho de inclusão na rede estadual em Goiás. Entre outras citações, a definição da Organização das Nações Unidas para pessoas com deficiência: “São aquelas que têm impedimento de longo prazo de natureza física, mental, intelectual ou sensorial, os quais, em interação com diversas barreiras podem obstruir sua participação plena e efetiva na sociedade em igualdade de condições com as demais pessoas”. “Por isso os serviços e recursos especiais disponibilizados aos estudantes, o currículo flexível, a avaliação para a diversidade, o planejamento e o conteúdo flexíveis, entre outras ações”, disse ela.

Segundo a gerente, o trabalho que é feito hoje na rede estadual é um atendimento que é fundamentado nessa nova concepção de pessoa com deficiência, que reconhece as diferenças entre os alunos e que respeita cada aluno. Mas que é preciso que todos dentro do sistema educacional falem a mesma língua, para alcançar a escola ideal oferecendo uma educação que inclui. Ela disse que entre as principais ações em curso dentro da Secretaria de Educação está o fortalecimento dos núcleos e centros de formação e recursos para a educação inclusiva.

Programação – Ainda no início da semana, a professora Zilma Neto, que coordena o atendimento a estudantes em hospitais e casas de saúde em todo estado, fez a palestra “Pedagogia Hospitalar”, destacando a importância do acompanhamento a estudantes enquanto eles se recuperam de problemas de saúde. Maria das Graças Nunes Brasil falou sobre o tema “Transtornos do Desenvolvimento e Altas Habilidades”, e as psicólogas Cristina Ramos e Thaís Foizer, do Núcleo de Assessoria Educacional Multiprofissional, abordaram o tema “As Relações Interpessoais no contexto escolar”.

O encontro, que segue até segunda-feira (12/11), tem atividades em salas temáticas, para a discussão de questões relativas às áreas de Deficiência Auditiva, Deficiência Visual, Deficiência Intelectual, Transtornos Globais do Desenvolvimento, Altas Habilidades / Superdotação e Atendimento Educacional Hospitalar. Os participantes do evento são agrupados de acordo com o campo de atuação e interesse.

As salas temáticas funcionam simultaneamente, sempre de 8h a 11h30 e de 14h a 17h30, com o apoio dos Núcleos e dos Centros com supervisão pedagógica. Na sexta-feira, as seis salas abordam a mesma temática, no horário de 8h a 11h e de 14 a 16h30. Todas tratam da Avaliação para a Diversidade. Das 16h30 às 17h30, os participantes irão para o auditório para receberem orientações sobre as Diretrizes Operacionais. À noite, haverá oficina de teatro, ioga e projeção de filme.

O encontro prossegue no sábado e domingo, com programação cultural/especial. Na segunda-feira, a palestra “Tecnologia Assistiva como recurso inclusivo”, do terapeuta ocupacional Dagoberto Miranda Barbosa, abre a programação. Às 10h, o presidente do Conselho Estadual de Educação terá uma participação no evento que termina às 12h, após entrega de declaração e recebimento da avaliação aos participantes.

 

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