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Uma aluna mais do que especial


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06/06/2012

SUPERAÇÃO

Uma aluna mais do que especial

Ações da Secretaria da Educação ajudam estudantes a superarem suas limitações físicas

Deficiente visual, a estudante Juliana Helena dos Santos, 11, conhece bem as dificuldades que a sua limitação física lhe impõe. Entretanto, o problema não impediu que ela tivesse uma vida escolar produtiva como qualquer outra criança. Aluna do 6º ano do Colégio Estadual Murilo Braga, em Goiânia, ela integra o projeto “Caminhando e conhecendo o quarteirão da minha escola”, desenvolvido pela professora Rosana Almeida Porto. A iniciativa é dirigida aos estudantes com deficiência visual.

Juliana é alfabetizada e sabe fazer cálculos matemáticos e leitura em braile. Com algumas adaptações, ela participa regularmente das aulas. Caminhar e “conhecer” os arredores de sua escola pode parecer uma ação trivial, corriqueira, quem sabe até sem graça. Mas não para Juliana. Acompanhada pela professora e auxiliada por uma bengala, a estudante caminha pelas ruas do quarteirão da sua escola e experimenta ouvir novos sons, tocar objetos e sentir o “cheiro da rua”.

Depois de se tornar participante ativa deste projeto, Juliana foi além: redigiu um texto sobre essa nova realidade, onde descreveu as boas sensações que teve ao executar esta atividade. Foi além: falou das dificuldades que sua família enfrenta na aceitação e convivência com a sua limitação física.

Segundo a professora Rosana Almeida, idealizadora do projeto, esse tipo de experiência proporcionada aos alunos, por mais simples que seja, é fundamental para fortalecer a atuação daqueles que trabalham com o ensino especial e fazer com que os alunos superem suas dificuldades.

Prova disso é que a iniciativa faz com que Juliana se sinta ainda mais motivada para continuar lutando para avançar nos estudos. “Pretendo continuar nesta escola e depois cursar uma boa faculdade”, relata a estudante, que sonha em se formar em Direito ou Administração de Empresas. “Quero trabalhar para que todos tenham as mesmas chances e oportunidades que estou tendo”, afirma. Sua inspiração está na mãe que, segundo ela, é uma verdadeira guerreira. “Não existem limites para alcançar o aprendizado. O deficiente nunca deve se abater. Eu, por exemplo, vou me formar, ajudar as pessoas, viajar e viver normalmente”, conclui.

Experiências de sucesso - Outros projetos de inclusão para os estudantes com algum tipo de deficiência física, realizados nas escolas públicas estaduais, também se destacam. É o caso do Colégio Estadual Colemar Natal e Silva, onde a professora Rosilda Silva Ferreira desenvolveu a “Dramatização de frases variadas com o objetivo de aprender verbos”. A proposta é criar uma nova forma de interdisciplinaridade para os alunos com deficiência auditiva.

O professor Rogério Cavalcante de Morais, do Colégio Estadual José Carlos de Almeida, desenvolveu o projeto “Autonomia e Independência”, onde o estudante M.P.M, de 23 anos, que tem hidrocefalia severa, foi incluído como participante. Foi promovido um encontro com a família do aluno e, a partir de relatos sobre o cotidiano dele, foram criadas ações que tornaram o jovem mais independente. Antes do projeto, ele era levado da escola para casa pelos pais. Agora, ele já consegue ir sozinho, utilizando o transporte coletivo. “Um aluno de 23 anos que nunca havia se deslocado sem acompanhamento dos pais durante toda vida, e que hoje o faz de forma independente é fruto do trabalho de conscientização dessa rede de responsabilidade que envolve todos”, comemora o professor.

Todas estas histórias, vale destacar, foram relatadas durante o 3º Encontro de Mediadores da Inclusão que atuam nas Subsecretarias Regionais de Educação. O evento, promovido pela Secretaria de Educação, por meio da Gerência de Ensino Especial, foi realizado no Instituto Pestalozzi, em Goiânia, e buscou discutir, entre outras questões, a difusão de abordagens pedagógicas do Ensino Especial.

 

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