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Núcleo de Orientação Pedagógica coordena formação de tutores


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09/03/2012

PLANEJAMENTO

Núcleo de Orientação Pedagógica coordena formação de tutores

Participaram profissionais de todas as subsecretarias regionais de Educação

O planejamento quinzenal das aulas pelos professores e as novas regras para a avaliação formativa na rede pública, além da bimestralização do currículo e outros assuntos, foram temas da 1ª Formação de Tutores de 2012, realizada neste início de mês pela Secretaria de Estado da Educação. Reunidos em seis cidades-polos, os tutores pedagógicos das 38 subsecretarias regionais de Educação receberam, via web conferência, orientações sobre como acompanhar o planejamento escolar, dando o suporte pedagógico que as escolas precisam.

A formação, coordenada pelo Núcleo de Orientação Pedagógica da Secretaria da Educação, incluiu exposição dos temas seguida de perguntas e respostas, estudos de caso e trocas de experiência entre os profissionais. O objetivo do encontro foi preparar os tutores para implementar as mudanças definidas recentemente pelo governo do Estado visando melhorar a qualidade das aulas nas escolas estaduais. Entre essas mudanças, está a obrigatoriedade do planejamento quinzenal das aulas pelos professores.

Para fazer o seu plano de aula, o professor deve contar com o apoio sistemático do coordenador pedagógico que pode ajudar inclusive na composição do diagnóstico da turma antes de se iniciar o planejamento. Uma das atribuições dos tutores é verificar como esse trabalho conjunto está sendo feito em cada unidade e oferecer o maior número possível de ferramentas e informações aos coordenadores e professores, de forma a assegurar melhores resultados.

Para esse planejamento, a Secretaria da Educação disponibilizou às escolas um formulário padrão, contendo os itens básicos para o plano das aulas, mas o professor pode utilizar o seu caderno ou, se preferir, digitar o seu plano no computador. O formulário tem a função de uniformizar o procedimento em rede, mas, o importante é que o plano contenha os elementos fundamentais, como a expectativa de aprendizagem (objetivo da aula), o conteúdo, quais as estratégias vão ser usadas e as formas de avaliação.

Por sua vez, o coordenador pedagógico, depois de conhecer o perfil de cada turma junto com o professor, deve orientar o plano para as aulas e ainda fazer a devolutiva ao mesmo professor, apontando coerências e incoerências do seu planejamento, para que cada aula seja aperfeiçoada passo a passo e o profissional veja o quanto é importante planejar. “O que não pode acontecer é o professor chegar para dar uma aula sem esse planejamento”, ressalta Raph Gomes, chefe do Núcleo de Orientação Pedagógica. "Ele não pode ficar refém de livros didáticos, tampouco querer dar aulas de improviso porque isso não dá certo. Isso nunca deu certo e uma mesma aula deve ser planejada de diferentes formas, dependendo do turno e do perfil dos alunos”, acentua.

Uma aula deve cumprir a função de trabalhar as competências básicas dos alunos para que eles busquem de forma segura o conhecimento. Um bom planejamento leva a isso, evitando o excesso de conteúdos ou adoção de estratégias que podem funcionar bem para um grupo e não ser útil para outro. O papel dos coordenadores pedagógicos e dos tutores é contribuir para que o trabalho em sala de aula seja o mais próximo disso, resultando num melhor aprendizado, ou melhor, no desenvolvimento dessas competências. “Planejar não deve ser um ato meramente burocrático, é fundamental na rotina pedagógica e inerente à função de professor”, salienta Raph Gomes.

Da mesma forma que planejar, avaliar também faz parte das atribuições dos professores e deve ser vista não apenas como o momento de aferir acertos e desacertos, mas como momento de pesquisa e análise das potencialidades, um momento de observação do trabalho realizado. Com as novas diretrizes da Secretaria da Educação, a avaliação dos alunos passa a ser formativa, cumulativa, contínua, reflexiva. A escola pode adotar vários instrumentos de avaliação e atribuir a cada um deles um valor de 0 a 10, como forma de registrar a aprendizagem dos alunos ao longo dos meses, facilitando a comunicação com os pais, que vão entender claramente como está o desempenho do filho na sala de aula.

A formação de tutores contou com a participação do coordenador pedagógico do Colégio Estadual Violeta Pitaluga, de Anápolis, Marcos Antonio Sardinha, que apresentou a sua experiência exitosa junto aos professores daquela unidade. Segundo ele, o papel do coordenador no novo contexto da educação na rede estadual deve ser de motivador e apaziguador. Ele consegue aproveitar todo o tempo vago do professor na escola, as “janelas”, ou mesmo após o horário das aulas para fazer as devolutivas, estimulando o cumprimento de parte das horas atividade na escola. “Isso é proveitoso para o próprio professor que recebe as orientações necessárias ao planejamento”, afirma o coordenador.

Uma vez na semana ele retorna à escola no contraturno para se reunir com os professores, além de realizar reuniões pedagógicas quinzenais, e também utiliza o dia de trabalho coletivo e a hora atividade do professor para reorientar os planos de aula. De acordo com Marcos Antonio, a qualidade das aulas melhorou substancialmente desde a adoção do plano quinzenal e do trabalho conjunto com o apoio do tutor pedagógico.

 

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